Procurar emprego na internet: uma atividade “autodidática”

Matéria publicada por Revista Info, Agência EFE, em São Paulo.

O mundo está mudando vertiginosamente e o acesso a uma vaga de trabalho está se transformando em um processo cada vez mais acirrado, com as redes sociais ganhando peso, segundo o co-fundador e presidente da popular rede social profissional LinkedIn, Reid Hoffman.

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As redes sociais favorecem e agilizam a interconexão entre caça-talentos e quem procura emprego.

Estas criam de forma fácil e rápida o contato entre quem procura emprego e o caça-talentos, e, além disso, ajudam a transformar a carreira profissional na maior empresa a ser levada em conta pelos indivíduos.

Assim diz o responsável pela LinkedIn, a rede social profissional com mais de 120 milhões de membros no mundo todo, no livro “O Melhor Negócio é Você” (tradução livre).

“Tanto advogados, médicos, professores, engenheiros e inclusive donos de negócio, devem ver sua carreira profissional como a mais importante empresa e trabalhar para fazê-la crescer com sucesso”, acrescenta.

Na publicação, realizada em colaboração com o empresário Ben Casnocha, o responsável pelo LinkedIn, também ex-vice-presidente e fundador do PayPal, além de patrocinador de mais de cem empresas tecnológicas, incluindo Facebook e Zynga, também destaca das redes sociais seu potencial para ajudar “na adaptação necessária do trabalhador” a um mundo laboral cada vez mais em transformação.

A busca de emprego na internet sem regras fixas – Recém comemorado o Dia Mundial da Internet sob o lema do poder da internet no mundo do emprego, a doutora em Sociologia e pesquisadora Esperanza Suárez afirma que o uso com sucesso das redes sociais no âmbito do trabalho carece de regras fixas.

Na sua opinião, tanto a procura de emprego como o recrutamento de trabalhadores na internet se aprende de forma “autodidática”, sem manual de instruções, após observar o que os outros fazem ao interagir no mundo web.

Para Esperanza, as redes sociais favorecem e agilizam a interconexão entre caça-talentos e procuradores de emprego: não só no caso do candidato a um trabalho que se esforça ativamente, mas também de quem permanece passivo após colocar seu perfil profissional na internet.

As opiniões são mais sinceras na internet – Segundo a professora Elena Méndez Díaz-Villabella, que é também diretora de uma rede de especialistas em Recursos Humanos, as opiniões nas redes sociais costumam ser mais sinceras do que na vida física.

O curriculum vitae tradicional e as cartas de recomendação estão perdendo relevância, e os recrutadores começam a apostar na revisão dos perfis que os candidatos deixam nas redes sociais.

“Na entrevista de trabalho tradicional frequentemente são ouvidos discursos preparados para impressionar; no entanto, nas redes sociais, o candidato se expressa normalmente de forma espontânea e mais sincera”, diz.

O clássico CV com dados de formação e experiência laboral expostos de forma sequencial e pautada começa a se complementar com o que se denomina “curriculum vitae social”.

Este tipo de curriculum acrescenta dados das redes sociais das quais o candidato a um emprego participa: o tipo de pessoas com as quais se conecta, seus interesses autênticos etc.

Fonte: http://info.abril.com.br

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