Indústria brasileira: recordes e desafios

IBGE mostra que o índice de produção atingiu maior nível desde 1991, graças a mercados fora do Sul-Sudeste
 

Fábrica brasileira em 1880, no derradeiro Brasil Império Crédito: Marc Ferrez / Domínio Público

O IBGE divulgou, nesta sexta-feira, 01, o índice de crescimento da produção industrial brasileira no mês de maio. O País alcançou patamar recorde. É o nível mais alto da série histórica medida pelo instituto desde 1991. A saber: em relação a abril, houve alta de 1,3% (que compensa a queda de 1,2% do mês anterior); e, em relação a maio de 2010, o aumento foi de 2,7%.

A boa notícia contrasta com um anúncio pouco auspicioso feito um dia antes. O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, dissera — mais uma vez — que o ano de 2011 não será fácil para a indústria de transformação do Brasil. Os motivos apontados por ele foram a taxa de câmbio fora do lugar (naquele dia, o dólar havia alcançado seu menor valor desde 1999, R$1,56) e a inflação, que tem dado sinais de trégua ainda vistos com cautela pelos analistas.

Francini, da Fiesp, justificou sua previsão pessimista com base no Indicador do Nível de Atividade(INA) da indústria paulista, que em maio avançou só 1% em relação a abril, e na Pesquisa Sensor Fiesp, que mede a confiança do empresariado de SP. Este segundo índice esteve em 56,9 pontos em março, caiu para 54,9 pontos em abril, foi a 52,2 em maio e, agora, em junho, caiu a 50,3 pontos — quanto mais perto de 50, mais neutra é a visão perspectiva do mercado (ou menos otimista, na visão do diretor da federação).

Como, então, a indústria brasileira pode estar sob tanta ameaça e, mesmo assim, chegar a um recorde histórico de produção?

Talvez a resposta esteja além dos domínios da Fiesp. De acordo com divulgado em 14 de junho pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), do Ceará, o estado é aquele cuja indústria mais gera empregos no Nordeste. No panorama nacional, fica em sétimo lugar, atrás apenas de mercados do Sul e do Sudeste. Os dados mostram ainda que 80% das fábricas cearenses são microempresas, e responsáveis por 16% dos empregos no setor de secundário.

Voltando aos dados do IBGE: uma das 19 áreas industriais que puxaram o índice de produção para cima foi alimentação, que registrou alta de quase 4%. E as regiões Nordeste e Centro-Oeste são as que mais impulsionam esse ramo, segundo informações do próprio IBGE divulgadas em 29 de junho. No Sudeste devido à elevada diversificação, a fabricação de alimentos é importante, mas, no conjunto, as indústrias que tiveram desempenho negativo, em termos percentuais, acabaram preponderando, segundo o instituto.

Especialistas sugerem que é preciso ir além dos mercados tradicionais do País. O coordenador de Indústria do IBGE, Flávio Naghele, por exemplo, explicou à Agência Brasil porque Nordeste e Centro-Oeste ganharam relevância no mapa da indústria nacional, sobretudo para os fabricantes de alimentos: “O mercado interno impulsionou, com a manutenção do poder de compra”.

Fonte:Meio & Mensagem Onlinehttp://meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/20110701Industria-brasileira-recordes-e-desafios.html

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