Cannes põe criatividade acima da publicidade

Por trás da mudança de nome está a necessidade de adaptação a uma nova realidade do mercado

O nome que ressalta a criatividade é mais uma mudança nos 57 anos do evento

“Isso não era uma campanha”. A frase é de Rob Reilly, diretor executivo de criação da Crispin, Porter + Boguksy e descrevia o case “Twelp Force”, para Best Buy, que conquistou o Grand Prix de Titanium do Festival de Cannes no ano passado. Diante de casos como este, e para abraçar categorias que talvez não se sintam tão parte do evento ainda, a organização de Cannes anunciou em novembro do ano passado a mudança do nome oficial para “Festival Internacional de Criatividade”.

A última alteração havia sido feita em 1992, quando o Festival Internacional de Publicidade marcou a evolução em relação ao antigo Festival Internacional de Filmes de Publicidade (confira abaixo uma linha do tempo com as principais mudanças do festival ao longo dos anos).

“Além da chegada de categorias como Design, Media, PR, Promo&Activation Lions e de diversas outras formas de comunicação, os trabalhos vencedores em Cannes não podem mais ser descritos apenas como publicidade”, afirma em comunicado Philip Thomas, CEO do festival. “Muitos dos Grand Prix estão sendo concedidos para experiências, tecnologias, mídias sociais, conteúdo gerado pelo usuário, serviços, eventos. Enfim, as possibilidades para os anunciantes se tornaram mais ricas e diversas, e o festival precisa encarar essas mudanças”, completa.

Claro que a mudança também leva em conta a necessidade de ampliar as inscrições em outras categorias. “Cannes é o festival dos publicitários e a maior parte das inscrições é feita por agências. Mas o setor de Relações Públicas começa a se sentir mais próximo do evento”, atesta Richard Mincheff, presidente da Edelman Significa, que será o representante do mercado brasileiro no júri de PR Lions neste ano.

“Precisamos ver como isso se dará na prática”, afirma Sérgio Valente, presidente da DM9DDB. A mudança é uma mostra também do novo papel das agências, na análise do executivo. “O melhor caminho é a convergência. As agências precisam ser multi-especialista. Além de publicitários, temos que ter em nossos quadros antropólogos, sociólogos, filósofos, matemáticos, físicos quânticos. Aquelas que trabalham com construção de marca não perderão espaço”, acredita. “Se é via Relações Públicas, mobile, eventos, redes sociais, conteúdo ou via um anúncio em jornal não importa. A agência que constrói marca continuará construindo marcas. Mas a agência focada em banner, site ou anúncio impresso realmente vai morrer”, conclui.

Fonte:Meio & Mensagemhttp://meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/20110531Cannes-muda-para-Festival-de-Criatividade.html

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