Solo da Amazônia Legal tem o índice de carbono maior do que o da atmosfera

Fonte: Voluntária Paula Gonçalves de Souza, do Instituto Arayara
De acordo com estudo de “Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal” divulgado pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) o índice de carbono no solo da Amazônia Legal é maior do que na atmosfera.

Só no primeiro metro de profundidade, o solo retém cerca de duas vezes o estoque encontrado na atmosfera, são armazenados, em média a meio metro de profundidade 55,7 toneladas de carbono por hectare, porém essa concentração não é estável e varia entre 0,1 e 208,7 toneladas, com predomínio da classe de 40 a 60 t/ha.Quando avaliado a uma profundidade de um metro, o solo da região possui um estoque médio de 95,7 t/ha, podendo chegar ao máximo de 250,5 t/ha.O solo da Amazônia Legal tem por volta de 50 cm na profundidade máxima e espessura média de 30 cm.

A pesquisa reúne informações sobre a vegetação, o relevo, o solo e os recursos minerais da região, com base no Banco de Dados e Informações Ambientais do IBGE, datados de 2002.
É de grande importância, conforme o IBGE, avaliar o estoque de carbono no solo para o balanço de gases de efeito estufa na atmosfera.
No Brasil, estima-se que 75% das emissões de CO2 provém de mudanças no uso da terra, pela erosão e decomposição da matéria orgânica dos solos, por derrubada de florestas e outras formas de vegetação natural para o uso agropecuário – esses estoques são fundamentais para o balanço da liberação de gases de efeito estufa na atmosfera.
Com base em dados do IBGE 91 % da água subterrânea do Brasil estaria em aquíferos porosos, dos quais 79,45% estariam na Amazônia Legal, portanto, a região responde por cerca de 45% de toda água subterrânea do país.

As maiores áreas de aquíferos porosos encontram-se no Amazonas (1.344.201,7 km2), em Mato Grosso (677.135,1 km2) e no Pará (513.818,9 km2).

Com o desmatamento, a floresta perdeu aproximadamente 23 bilhões de toneladas (12,7%) de biomassa, ou matéria orgânica de origem vegetal, e 6,6 bilhões de toneladas de carbono (12,7%) das formações florestais da Amazônia Legal até 2012.

O processo de desmatamento acentuou-se nas últimas quatro décadas, concentrado nas bordas sul e leste da Amazônia Legal.

  Por Paula Gonçalves de Souza

Fonte:Portal da Sustentabilidadehttp://www.sustentabilidade.org.br/info_det.asp?codigo=1957

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